"TEA TREE" - O ÓLEO QUE FAZ MILAGRES
  
 
  


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"TEA TREE"
O ÓLEO QUE FAZ MILAGRES



           Esse incrível produto natural esta se tornando um remédio indispensável. Sempre mantive distância de remédios "naturais" até pegar uma infecção em uma queimadura feia na mão, que se recusava a cicatrizar com curativos normais, foi quando um amigo sugeriu que eu experimentasse uma pomada de óleo de tea tree, um anti-séptico natural australiano feito de folhas maceradas e usado há milhares de anos pelos aborígines.
           A sugestão era um pouco alternativa demais para meu gosto, principalmente porque precisava ser comprada em uma loja de produtos naturais. Na mesma hora, porém, o local da infecção começou a doer menos e, com duas aplicações da pomada amarela, tinha quase sarado.
           Alguns meses depois, meu filho adolescente, David, teve um problema sério de acne. O médico sugeriu um tratamento novo com um remédio que, embora eficaz, podia causar depressão. David se recusou a tomá-lo, preferindo o óleo de tea tree, depois de ler na Internet sobre seu efeito positivo em espinhas. Mais uma vez a cura foi impressionante. A acne desapareceu em um mês. No entanto, se ele parasse de aplicar o óleo no rosto por alguns dias, ela voltava. Recentemente, Ellie, minha filha de 10 anos, teve uma séria infestação por piolhos. Um produto químico caro pouco efeito fez, mas um vizinho australiano sugeriu o óleo de tea tree também nesse caso. "Se esse negocio consegue curar espinhas, infecções e matar piolhos" brinquei, talvez devêssemos colocá-lo no motor do carro.
           Minha mulher aplicou o óleo no cabelo de Ellie, que se submeteu ao penoso procedimento com o pente-fino. Alguns minutos depois ela gritava do banheiro, que ótimo! Eles morreram!
           Fiquei intrigado. Que tipo de substancia era essa, capaz de matar tanto bactérias quanto criaturas relativamente maiores, como piolhos? Haveria comprovação cientifica das qualidades do óleo de tea tree?
           Acabei descobrindo que essa panacéia secular, tida como o mais poderoso anti-séptico da natureza e cujo verdadeiro nome é Melaleuca alternifólia, tem mil e uma utilidades. Seus fás garantem que ele trata mazelas tão diversas quanto coceira na cabeça, mau hálito e placas dentárias, feridas nos lábios, mau cheiro do corpo, vaginismo, pele seca, dores musculares unhas quebradiças, odores nos pés, dor de garganta e assaduras de fralda. Também e usado como repelente de insetos, creme dental, shaampoo de cachorro e - acredite se quiser - ainda desengordura teclados de computadores e remove marcas de caneta hidrográfica.
           No entanto, o mais importante é que ele possui ação desinfetante. E possível que em breve fique comprovada sua eficácia no combate ao Stafilococus aureus resistente a meticilina, ou MRSA, o "supermicróbio" hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo.
           Mas o óleo puro só pode ser usado externamente, em casos de acne como o do meu filho e de piolhos como o da minha filha. Nas formas de apresentação usadas para tratar dor de garganta, o óleo e intensamente diluído, pois pode ser venenoso se ingerido.
           O responsável pelo nome tea tree dado a Melaleuca foi o capitão Cook, em 1770, ao desembarcar com seus homens na Baia de Botany, na Austrália, Cook observou que os aborígenes faziam um chá medicinal com folhas de um arbusto verde-escuro. Contavam histórias de uma lagoa mágica na qual as folhas tinham caído e onde a tribo do lugar se banhava para manter a saúde. O óleo de tea tree passou a fazer parte tanto da medicina natural dos aborígines quanto da cultura dos brancos australianos. Muito antes de os cientistas pensarem em testar o óleo em laboratório, ele já tinha credibilidade suficiente para ser um dos itens básicos dos kits de primeiros socorros dos soldados australianos na 2ª Guerra Mundial, usado contra picadas e infecções. Aos poucos, os antibióticos modernos superaram a panacéia australiana tradicional. Entretanto, com o surgimento da preocupação quanto aos excessos no uso dos antibióticos e, sobretudo, com a insistência dos germes em se tornarem resistentes a eles, o tea tree experimentou uma ressurreição.
           É mais barato do que os produtos da indústria farmacêutica, dispensa receita médica e, afora reações alérgicas esporádicas, não tem efeito colaterais. Só agora, porém, os cientistas estão indicando pesquisas sérias.
           Uma equipe de cinco pessoas do Departamento de Microbiologia da University of Western Austrália, em Perth, vem se dedicando a investigar esse produto extraordinário. "Há alguns anos, não existiam dados sobre o óleo em publicações médicas ou científicas", diz a Drª Christine Carson, e por isso é compreensível que não fosse recomendado. Mas agora fizemos um bom número de pesquisas em laboratório e constatamos que ele de fato funciona no tubo de ensaio. Tem uma atividade antimicrobiana de amplo espectro, o que significa que é capaz de destruir quaisquer micróbios, sejam bactérias, vírus ou fungos".
           Para testar seu potencial antiviral, a equipe tentará provar que o óleo de tea tree é tão eficaz em feridas nos lábios quanto os remédios hoje disponíveis. Ao mesmo tempo, com o auxílio de um hospital em Sidney, pesquisarão se a substância pode ajudar na luta contra o MRSA.
           Como pode o óleo de tea tree combater uma gama tão vasta de elementos vivos agressivos? "Suspeitamos que, de alguma forma, ele afete a integridade das membranas de todos esses microorganismos, quase da mesma forma, impedindo-os de continuar agindo", explica a Drª Carson. Embora algumas pesquisas científicas sobre o óleo de tea tree tenham sido iniciadas na Grã-Bretanha, elas se defrontaram com um muro de ceticismo e restrições de financiamento. Os laboratórios farmacêuticos gastam milhões em ensaios clínicos e depois registram as patentes dos tratamentos comprovados, detendo o monopólio do novo fármaco por até 20 lucrativos anos. Mas é impossível patentear um óleo usado há séculos, a menos que ele seja empregado em um tratamento inteiramente novo. Assim, fora da Austrália, o interesse científico no óleo de tea tree é mínimo.
           Apesar disso, ele conta com aliados. "o óleo de tea tree mostrou-se eficaz contra o MRSA no tubo de ensaio", afirma Giles Elsom, microbiologista da University of East London.
           O óleo também impressionou Denise Tiran, professora de medicina alternativa e técnicas de parto da Escola de Saúde da Universidade de Greenwich. "Já vi o óleo funcionar no sapinho e em inalações para infecções respiratórias, como gripes e resfriados", diz. "Basta colocar duas gotas em uma tigela de água quente e inalar os vapores. Nós também descobrimos que banhos bem diluídos de tea tree em crianças com catapora ajudam a combater a irritação das lesões".
           Mas como se produz, no século 21, esse remédio milenar? Christopher Dean, um australiano neto de imigrantes que cultiva tea tree, foi quem me deu a resposta.
           A Thursday Plantation - fazenda de sua família, situada 800 quilômetros ao norte de Sidney parece-se com milhares de árvores de Natal macias enfileiradas. "As árvores são de um verde exuberante", entusiasma-se Dean. "Parecem mesmo ter uma energia especial. Quando você caminha entre elas, sente uma fragrância suave, mas, quando se arranca uma folha, um aroma fresco muito intenso inunda o ar. É um óleo aromático do tipo do pinho, semelhante ao de eucalipto, com um toque de noz-moscada".



           O processo de extração do óleo de tea tree utiliza hoje alta tecnologia, com equipamentos de aço inoxidável e computadores para controlá-lo. As folhas colhidas são primeiramente fervidas em caldeirões gigantes; depois, o óleo vai para tambores de aço cobertos de nitrogênio, a fim de garantir o isolamento do contato com a luz e o ar. Assim, o óleo pode ficar guardado por dez anos. Mas Dean avisa que, se não for vendido em frascos de vidro escuro, cuidadosamente guardado e utilizado logo depois de aberto, o óleo pode perder a potência.
           As vendas de Dean para a Grã-Bretanha, que incluem desde famosas redes de drogarias e empresas de cosméticos até lojas de produtos naturais, cresceram seis vezes nos últimos cinco anos.
           Tanto sucesso também está ajudando os descendentes dos descobridores das propriedades do óleo de tea tree. Mais de 200 milhões de árvores de tea tree foram plantadas no norte de Nova Gales do Sul nos últimos anos e algumas plantações são hoje administradas por aborígenes, com lucros que revertem para suas comunidades.
           Há ainda um inesperado benefício ambiental para a área. O plantio de tea tree recompôs as condições de floresta tropical que existiam antes da agricultura, atraindo uma ampla fauna selvagem, de morcegos e marsupiais a cobras e aves singulares, como papagaios e o raro whip bird, pequeno pássaro de trinado cortante.
           "Por mais de cem anos, os fazendeiros da área lutaram desesperadamente para exterminar a tea tree, que crescia originalmente na natureza", explica Christopher Dean.
           "As plantas eram arrancadas. Existia mercado para o óleo, mas as árvores atrapalhavam o plantio de grãos que os fazendeiros julgavam mais modernos e lucrativos, como a soja e a cana-de-açúcar". Dean corre a visita por sua plantação de tea tree. "É engraçado", comenta. "Hoje, os arbustos que eram um problema valem muito mais do que qualquer produto considerado valioso há poucos anos."

Matéria publicada na Revista Readgers Digest


           O Brasil já está produzindo óleo essencial de tea tree e a qualidade do nosso óleo é fantástica, tão boa quanto a do australiano (cineol 3%, terpinen-4-ol 36%). Hoje, com os altos custos do dólar, uma matéria prima nacional, de tão boa qualidade deve ser valorizada com a mesma atenção que o original óleo australiano.

           Temos no momento para fornecer em qualquer volume o óleo de tea tree de origem brasileira, a um custo bem mais baixo que seu equivalente normalmente importado, desde pequenos vidros de 10ml até grandes quantidades (litros). Contate-nos pelos nossos telefones: (31) 3421.2515 / 3082.0518 ou e-mail: aromalandia@hotmail.com e conheça este magnífico óleo.

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