 O Conhecimento Científico da Aromaterapia
A aromaterapia é uma técnica utilizada há muitos milhares de anos pela humanidade, que já fazia uso de seus princípios no antigo Egito e Oriente. Nos idos mais recentes (próximo da década de 30), ela tomou estrutura pelos trabalhos de um químico francês chamado Maurice Renné de Gattefossé, quem teria criado o nome, e de um médico, Dr. Jean Valnet, quem deu início à utilização dos óleos essenciais de forma terapêutica.
No Brasil a aromaterapia conquista a cada dia mais e mais adeptos. Não tem quem não goste de um cheirinho agradável, mas será que tudo o que é vendido por aí serve mesmo para tratamento? Infelizmente não, mais de 80% dos produtos comercializados hoje no meio, são feitos com essências sintéticas, que possuem uma diferença química e terapêutica marcante quando comparadas com óleos essenciais naturais. Muitos tratamentos aromaterápicos sem resultado podem na verdade originar-se do uso de "essências", e não "óleos essenciais naturais".
Hoje, centros de pesquisas em todo o mundo guardam valiosas informações sobre a atividade terapêutica da aromaterapia através dos óleos essenciais. Pesquisadores australianos, por exemplo, estudaram a ação do óleo de tea tree sobre um tipo de "supermicróbio", comumente resistente à meticilina ou MRSA, o Staphylococcus aureus, uma bactéria hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo. Descobriram que apenas uma pequena quantidade do óleo de tea tree (uma concentração de 0.25%), foi suficiente para inibir o crescimento bacteriano; com o dobro da dosagem (0.5%), ele mata esta bactéria.
Uma das vantagens do uso de óleos essenciais como antibióticos, é que é impossível para um micróbio infeccioso criar resistência a eles, pois possuem uma complexidade química tão grande, com mais de 100 componentes, que uma bactéria não consegue modificar seu sistema enzimático para lidar com isso. Esta é hoje uma das grandes vantagens do uso do tea tree ou do tomilho, por exemplo, em substituição aos antibióticos convencionais, que a cada dia perdem mais ação pelo fato dos micróbios estarem desenvolvendo resistência a seus efeitos, exigindo assim o uso de drogas cada vez mais fortes e prejudiciais.
Nós temos desenvolvido várias pesquisas com o uso de óleos essenciais e os resultados de nossas experiências tem sido grandemente satisfatórios. Por se dissolverem muito facilmente entre os tecidos do organismo, os óleos essenciais conseguem penetrar facilmente em todos os tecidos do corpo, permitindo uma rápida ação terapêutica em todas as suas partes. Com isso eles conseguem facilmente debelar infecções, agir como analgésicos, anti-inflamatórios, estimulantes ou sedativos.
A lista de propriedades que os óleos essenciais possuem é tão vasta, que perderíamos páginas e mais páginas tentando relacioná-las. Para se ter idéia, eles conseguem ter até mesmo influência hormonal em nosso organismo, onde podem ser utilizados inclusive como auxiliares no tratamento de problemas femininos, como a TPM e a menopausa. Um exemplo deste uso são os óleos de sálvia esclaréia e erva-doce.
Porém nem todos óleos são totalmente seguros de se utilizar, assim como as dosagens empregadas daqueles mais indicados, devem seguir um critério adequado para que eles não causem alergias ou efeitos colaterais. Da mesma forma que as plantas medicinais na fitoterapia podem fazer mal, os óleos essenciais como concentrações máximas dos princípios ativos destas plantas, podem ainda mais. Portanto é adequado saber-se utilizar corretamente eles para que dêem o melhor de si dentro de um tratamento.
Devido aos componentes dos óleos essenciais dissolverem-se tão rapidamente entre os tecidos do corpo, eles conseguem chegar à todas as regiões do cérebro, aumentando assim, os níveis de oxigênio ao redor das glândulas pineal e pituitária. Isto explica por que muitos óleos essenciais agem melhorando a meditação, a concentração e a diminuir o nível de stress do organismo. Óleos como o pinheiro silvestre, cipreste e lavanda, agem na glândula pituitária diminuindo a produção de um hormônio chamado ACTH (Hormônio adrenocorticotrófico), principal responsável pelo stress. Pessoas altamente estressadas possuem um alto nível deste hormônio, que pode contribuir, sobretudo, para altos índices de doenças cardíacas e hipertensão.
Um agente chave, encontrado nos óleos essenciais, e que é intensamente importante para a sustentação e regeneração de nosso corpo, é o oxigênio. Os óleos essenciais são antioxidantes naturais que dentro das plantas atuam em processos regenerativos, curativos, de limpeza e defesa celular. Eles agem inibindo e destruindo os hoje tão falados "radicais livres", que são moléculas que perderam elétrons e estão desesperadas à procura de algum lugar aonde possam obtê-los. Geralmente roubam das paredes das nossas células, ocasionado com isso lesões com um grande déficit para as células, levando-as com isso a envelhecer e morrer mais rapidamente.
Os óleos essenciais, tem sido uma base de auxílio no aumento de oxigênio em nosso corpo e nas células, o que sabe-se que melhora conseqüentemente o sistema imunológico. Assim, ao adquirir um resfriado, uma pessoa possui a capacidade de se recuperar 70% mais rápido usando óleos essenciais como o limão, tomilho ou tea tree.
A maioria das doenças é causada pela falta de oxigenação celular. Células doentes devido aos processos oxidativos ocasionados pela presença de radicais livres, não possuem uma normal absorção de oxigênio, nutrientes e vitaminas necessários à sua manutenção. Ao tais substâncias não atravessarem a parede celular, vêm a ocasionar uma morte precoce da célula. Óleos essenciais conseguem romper esta parede danificada pelos processos oxidativos, levando com isso os nutrientes e o oxigênio necessário à vida da célula. Desta forma, ela consegue aos poucos se recuperar, regenerando-se com o auxílio de elementos anti-oxidativos presentes nos óleos.
A forma como os óleos essenciais são utilizados é muito importante para que possam oferecer um bom resultado dentro de um tratamento. Utilizar por exemplo o óleo de pachouli ou vetiver na massagem pode ser pura perda de tempo, quando a intenção é de eles caiam na corrente sanguínea. Estes óleos são muito viscosos e dificilmente atravessam os poros da pele, agindo mais na sua superfície como regeneradores celulares. Por outro lado, utilizar o óleo de limão em inalações jamais resolveria um problema de gastrite, o óleo teria que ser tomado. Cada caso exige uma forma de uso diferente, isso depende do óleo, da pessoa e do problema em específico. É um tratamento muitas vezes personalizado, principalmente quando o que estamos trabalhando é uma questão psicológica.
Dentro da aromapsicoterapia, os óleos essenciais agem numa área do nosso cérebro denominada sistema límbico. O sistema límbico está relacionado aos nossos instintos mais básicos, como a fome, sede e sexo. Ele também está associado à nossa área da memória. Muitas memórias negativas que adquirimos com o tempo, como processos traumáticos, podem melhor serem trabalhados se for feito o uso de óleos essenciais conjuntamente com a terapia. Uma situação de medo, principalmente associado por perda afetiva, pode ser vencido mais facilmente com o uso do óleo de gerânio ou canela, que atuam diminuindo sutilmente a carência e fortalecendo mais a auto-estima. Outro caso é o de difícil acesso a memórias reprimidas. Um óleo que costuma dar um bom resultado é o de xantoxilum, obtido dos frutos de uma planta do Nepal. Seu cheiro lembra lugares antigos, fechados, como antigos templos ou bibliotecas. Este óleo também tem sido uma boa alternativa para aqueles que trabalham na área da regressão a vidas passadas.
Sempre que for utilizar algum óleo essencial, procure saber se o produto é de boa procedência, sobretudo para que possa garantir um bom resultado dentro do seu tratamento.
Por Fábián László - Aromaterapeuta
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