Aromaterapia ambiental
  
 

  


Empregos dos óleos essenciais

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Aromaterapia ambiental


      O interesse cada vez maior na preservação do meio ambiente tem estimulado as pesquisas científicas a investigar inseticidas e fertilizantes botânicos para o cultivo e tratamento dos vegetais. Os testes com óleos essenciais têm demonstrado grande eficiência na proteção contra parasitas e como agente polinizador. Os princípios ativos bactericidas e antifúngicos dos óleos essenciais são indicados para substituir os produtos sintéticos que vêm causando enormes prejuízos ao ecossistema.

      A incidência de pragas nos vegetais, como afirma F. Charboussou, está relacionada com alterações no metabolismo das plantas. O uso de pesticidas sintéticos transformaria algumas espécies em alimento favorável para insetos, facilitando desse modo a infestação de parasitas. Aromas naturais na forma de óleos essenciais seriam mais adequados como terapia, porque são extraídos da mesma natureza vegetal.

Indicações:

      Óleos essenciais compostos por terpenóides como limão (Citrus limonum), carqueja (Baccharis trimera), pinho silvestre (Pinus sylvestris) e eucalipto (Eucalyptus globulus), atraem insetos polinizadores, garantindo o desenvolvimento saudável das plantas.

      Óleos essenciais que possuem em suas composições químicas o eugenol, como canela (Cinnamomum zeylanicum), cravo-da-índia (Eugenia cariophylatta), manjerona (Origanum majorana) e grapefruit (Citrus paradisi), atuam como inseticidas naturais. Eles impedem a aproximação de insetos predadores nos jardins e anulam a atividade de parasitas.

      O método de aplicação é a rega periódica, onde são acrescentadas a cada litro de água, 4 (quatro) gotas de óleos essenciais, combinados de acordo com a necessidade. O ideal é que a mistura seja administrada logo no cultivo, para que os efeitos do tratamento comecem durante a germinação.


Por Glycia Rocha Gomes © 2004


Fontes de pesquisa:

Associação Brasileira de Medicina Complementar.
Estudo químico dos óleos essenciais. Rio de Janeiro, 2003.
CHARBOUSSOU, F. Plantas doentes pelo uso de agrotóxicos.Porto Alegre, L&PM, 1987.
UFLA - Universidade Federal de Lavras - MG.
UCDB - Universidade Católica Dom Bosco - MT.

Planta produz repelente natural

Composto orgânico volátil evita o ataque de ácaros
Terpenóides repelem ácaros como o Tetranychus urticae

      Cientistas japoneses e alemães descobriram um mecanismo químico empregado por plantas para se defenderem do ataque de predadores. Trata-se de um repelente natural produzido pelas próprias plantas. Os pesquisadores constataram que, quando atacada por ácaros, as folhas de algumas plantas passam a produzir um composto orgânico volátil que os repele.

      Os químicos que causam esse efeito são conhecidos como terpenóides. Apesar de indigestos para os ácaros, eles são os responsáveis pelo sabor das plantas para o paladar humano. A descoberta do mecanismo de defesa das plantas foi relatada por Junji Takabayashi, da Universidade de Kyoto (Japão), e Wilhelm Boland, do Instituto Max Planck (Alemanha).

      Os terpenóides, além de defender a planta dos predadores, sinalizam para suas semelhantes a ocorrência de um ataque. O composto ativa genes específicos de defesa nas folhas das plantas vizinhas e o alerta está dado: elas passam então a produzir terpenóides e evitam a abordagem das pragas. Os pesquisadores descobriram ainda que o composto denuncia a presença dos ácaros e atrai seus predadores naturais na cadeia alimentar.

      Os cientistas investigaram também o comportamento da planta quando submetida a estragos que não fossem causados pelos ácaros. Eles constataram que, nesses casos, as plantas vizinhas parecem não responder aos sinais de alerta emitidos pelas folhas da planta deteriorada.

      A identificação do repelente natural pode ter implicações práticas no combate a algumas pragas em lavouras. "O composto volátil poderia ser usado para desencadear em plantas ilesas a produção de defensivos químicos para deter os ataques", comentou em entrevita a Discovery News, o especialista em fisiologia vegetal Robert Doss, do Serviço Americano de Pesquisas em Agricultura.

      Referência: Discovery News 2/08/2000


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